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Intensidade da terapia de substituição renal em pacientes críticos

06 de novembro de 2009 (Bibliomed). O tratamento com terapia de substituição renal contínua de alta intensidade não reduz a mortalidade em 90 dias de pacientes críticos com lesão renal aguda, segundo estudo recentemente publicado no New England Journal of Medicine. Pesquisadores australianos realizaram um estudo randomizado e multicêntrico para comparar o efeito da terapia de substituição renal contínua, realizada em dois níveis de intensidade, sobre a mortalidade em 90 dias entre pacientes críticos com lesão renal aguda. E descobriram que a de alta intensidade não tem esse efeito.

Entre os 1508 participantes, 747 foram submetidos à terapia de alta intensidade (hemofiltração venovenosa contínua com fluxo efluente de 40ml/kg/h), e 761 à terapia de baixa intensidade (com fluxo efluente de 25ml/kg/h). Dados relacionados à lesão estiveram disponíveis em 97,1% dos casos. Os pacientes de ambos os grupos apresentavam características semelhantes, e foram tratados em média por 6,3 e 5,9 dias, respectivamente.

Após 90 dias, houve 322 mortes no grupo de alta intensidade e 332 no grupo de baixa intensidade. Além disso, 6,8% dos sobreviventes do grupo de alta intensidade (27 de 399) e 4,4% daqueles no grupo de baixa intensidade (18 de 411) ainda estavam recebendo terapia de substituição renal (OR 1,59). E a hipofosfatemia foi mais comum no grupo de alta intensidade do que no grupo com terapia de baixa intensidade (p<0,001).

Fonte: NEJM. Volume 361, Number 17, 22 Oct 2009. Pages 1627-1638

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